O mercado de venda de informação/conteúdo digital e o nicho chamado “popularmente” de Internet Marketing, ainda está germinando no Brasil e possui um longo caminho pela frente até amadurecer por completo.
No entanto, mesmo neste estágio, este mercado possui uma característica um tanto quanto diferente dos mercados tradicionais como lojas virtuais, consultorias e serviços online. É sobre isto que quero conversar com você agora.
Quem é seu concorrente?
É engraçado. No mercado de conteúdo digital a “concorrência” muitas vezes é vista com outros olhos.
Veja bem, se você olha para o negócio do Magazine Luiza e do Ricardo Eletro, fica claro que os dois são competidores ferrenhos. Um outro exemplo seria Submarino e Americanas, porém apesar de existir competição grande entre os dois, ambos são do grupo B2W então fica menos natural enxergá-los como competidores.
Analise bem, Ricardo Eletro e Magazine Luiza. Ambos vendem produtos “do mesmo nicho” (de fato, vendem até os mesmos produtos), para o mesmo público alvo. O que você espera deles? Que eles se matem para abaixar os preços e que desejem dia após a dia tirar o outro competidor do mercado… seja “roubando” seus clientes, seja comprando a outra empresa.
É o oceano vermelho. O mar de sangue, repleto de tubarões e coitado de quem quiser tentar competir com esses gigantes.
Quando seu inimigo torna-se aliado
É exatamente isto que considero uma das características mais fascinantes no mercado de conteúdo digital. Mesmo atuando no mesmo nicho, trabalhando o mesmo “assunto” é possível transformar seus concorrentes em parceiros. Na verdade, isto acontece quase que naturalmente, como se fosse algo nato da cultura dos players deste mercado.
Quantas vezes você já não viu players do mesmo nicho, aliando-se para fazerem campanhas ou promoverem produtos de outros? Produtores do mesmo nicho se tornando afiliados para oferecer novos produtos a sua audiência?
Este tipo de parceria torna-se cada vez mais comum e na minha opinião isto é quase que um termômetro do mercado. Este tipo de coisa acontece à medida que mercado e seus empreendedores vão amadurecendo.
Com o tempo eles percebem que há boas oportunidades de oferecer ainda mais valor para sua audiência (e obviamente serem retribuídos por isto) formando parcerias com players que teoricamente poderiam ser considerados concorrentes.
Até onde vale a pena?
É claro que esta é a próxima pergunta. Até onde vale a pena ir com essa história de transformar concorrentes em parceiros? Até onde vale a pena oferecer um produto de “potencial concorrente” para minha audiência? Afinal esta audiência poderia inclusive estar comprando o meu produto… certo?
A resposta simples: vale a pena até o ponto em que você está agregando valor para sua audiência.
O que você deve entender é o seguinte: o que tem mais valor no seu negócio não é o seu produto. É a audiência que você consegue impactar. Sem audiência, não há vendas. Sem vendas, não há por que existir um produto.
Se oferecer um produto de outra pessoa vai acrescentar para sua audiência, então você deveria considerar isto sem dor na consciência.




Show de bola JP!
Eu já escrevi sobre isso no meu blog também.
Essa idéia de concorrente é inimigo é ultrapassada não é mesmo?
Ótimo o texto!
Abraços,
Caio
Legal Caio!
Por favor, deixe o link pro seu post pro pessoal poder ver sua opinião também!
Abraços
Seu desejo é uma ordem.. hahaha
http://caioferreira.net/empreendedorismo-digital/concorrentes-ou-parceiros-de-negocios
Muito bom JP.
Encarar a concorrência como inimiga é idéia ultrapassada.
Como disse Thomas Jefferson, pai do sistema de patentes nos Estados Unidos, que anteviu que o futuro é o COMPARTILHAMENTO: “Quem recebe minhas idéias adquire sua própria instrumentação sem diminuir a minha, assim como quem acende sua vela na minha recebe luz, sem obscurecer a minha”.
Abraços,
Lilia
Lilia, obrigado por compartilhar sua opinião e este belíssimo momento de sabedoria de Thomas Jefferson!
Abraços
Nesse mercado a visão realmente tem que ser além do alcance. Para muitos não é claro essa visão, mas realmente é complicada de se entender
Obrigado pelo comentário Sérgio!
Realmente é um mercado novo e com características muito distintas, por isto muita gente não se liga para este tipo de coisa.
Muito bom seu artigo!
Realmente é muito mais valioso para você e para seu publico fazer parcerias com seus concorrentes do que dentar derruba-los.
O que é bom é bom! Tem que admitir e saber recomendar, ao invés de buscar defeitos para tentar derrubar-lo.
Parabéns J.P.
Obrigado por compartilhar sua opinião amigo!
O importante é você sempre estar buscando agregar valor para sua audiência. Se seu concorrente tem um bom produto, esta pode ser uma boa oportunidade para todos os envolvidos: você, seu “concorrente” (agora parceiro) e sua audiência.
Abraços!
Muito bom artigo JP!
Eu sou adepto dessa filosofia há anos. Eu promovo produtos de “concorrentes” e alguns “concorrentes” promovem meus produtos. Isso é extremamente saudável pra ambos. Somos afiliados uns dos outros e todos ganhamos com isso, especialmente nossa audiência, nossos seguidores…
Abraço!
Legal Dani, realmente podemos ver que você tem feito isto há bastante tempo, e pode comprovar a eficiência desta estratégia!
Obrigado pelo comentário!
Abraços
O artigo fala sob a ótica do produtor. “Eu promovo produto do meu concorrente para minha audiência e vice versa.”
Faltou falar sob a ótica do afiliado. Quais seriam seus concorrentes?
O fruto da terra é para todos! Tem muita “terra frutífera” ainda no internet marketing .
Porém creio que devemos nos unir para que a qualidade e a excelência seja nossa marca e meta!
Excelente ponto de vista J.P!
(Isaias 1:19) “Se quiserdes comereis o melhor desta terra”
É muito curiosa e lucrativa esta visão, tão única do mercado de produtos digitais, de que concorrentes podem se tornar parceiros.
Um ponto curioso é que isso reflete justamente a forma como a internet funciona, ou seja, através das parcerias e do compartilhamento de informações.